14 Jul
Não tenho nada contra as pessoas e/ou as instituições, antes pelo contrário, no entanto acredito que as pessoas continuam a ser colocadas nos lugares errados apenas porque sim.
Já vimos que o passado não resultou, mas depois de mais uma experiência também ela falhada, voltamos a um ponto em que não éramos bem servidos. Não vou dizer que seja incompetência, pois é preciso bem mais que um conjunto de opiniões pessoais para justificar uma coisa dessas, mas sim por falta de alinhamento estratégico com a modalidade, com as tendências que a mesma vive e com os processos internacionais de que estamos indirectamente dependentes.
Não interessa agora apontar culpados, ou justificar com razões aparentemente óbvias, interessa agora apontar o caminho do futuro. Não interessa dizer que isto ou aquilo está mal, que este ou aquele apenas defende a sua “dama”.
Interessa sim, parar, pensar, reflectir e agir o mais rapidamente possível, de forma a melhor se preparar a época 2014/2015. Interessa evoluir, interessa ouvir quem está no terreno e sentir as necessidades de toda uma comunidade.
As ginásticas são diferentes entre si! Têm realidades diferentes, objectivos diferentes e até públicos diferentes, por isso temos todos de ser tratados de forma diferente. Entenda-se que tratamento diferente não significa o mesmo que deveres e direitos diferentes. O tratamento diferente deve sim garantir que todos têm acesso às mesmas oportunidades, deve respeitar as necessidades de cada um, as características de cada disciplina e ainda os resultados e dimensão de cada uma destas disciplinas gímnicas.
Vivemos a época 2013/14 com espírito de sacrifício, angustia e até algum desespero, pois terá sido uma das piores épocas em termos organizativos. Com muito jogo de cintura para procurar que os ginastas – os principais visados de todo este processo, não sentissem essa instabilidade no seu processo de treino.
Aguardo agora que este período de férias, não o seja para a quem compete idealizar, planear e organizar a próxima época. Precisamos antecipar, planear a longo termo e pensar onde é que queremos e podemos chegar a curto, médio e longo prazo.
Em breve deixarei os meus contributos pessoais.
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